Hoje estou me sentindo estranha, queria ter alguém pra conversar, falar de tudo que está passando pela minha cabeça neste exato momento, sem recriminações, ponderações e críticas. E quando você se vê assim, sozinha como estou agora, escrever as vezes ajuda...
É engraçado, quando você pensa que aprendeu tudo vivendo diversas situações no dia-a-dia, acaba percebendo que não aprendeu nada. Volta tudo outra vez e você chega a conclusão de que é muito burra. É a velha história de estar entre a razão e o coração, e o meu é muito burro, por isso me esforço para ser o mais racional possível, porque seu eu fosse depender do meu coração estava perdida.
Entre razões e emoções o melhor que tenho a fazer agora é ir dormir, quem sabe amanhã as coisas não amanhecem melhores?
LJ
terça-feira, 21 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Atitudes Suspeitas
Certo dia, inesperadamente, ouvi da minha mãe a seguinte frase: “Você está com atitudes muito suspeitas”. Lembro que fiquei chocada na época, como pôde a minha mãe dizer uma coisa dessas? Como assim? De onde ela tirou essa idéia?
Vocês não entenderam nada? Vou explicar.
Geralmente a minha vida está marcada por acontecimentos extraordinários, tipo aqueles que ninguém faz: acordar, se trocar, ir pro trabalho, voltar do trabalho, estudar, dormir, acordar, se trocar, ir pro trabalho, voltar do trabalho. Nesse vai e vem de atividades empolgantes meu humor sobe e desce. Geralmente ele está entre nervosinha, nervosa, nervosa melodramática e nervosa TPM máster plus advanced, neste caso a fisionomia do meu rosto sempre está para parente do Adolf Hitler.
Ocorre que nesse meio termo alguns sinais da minha face fazem com que as pessoas acreditem que estou com atitudes suspeitas, muito suspeitas...
Não sei explicar bem o que isso quer dizer, mas talvez as frases que ouço ajudem a chegar a uma conclusão:
- "O que é esse brilho no seu olhar hoje?"
- "Esse seu sorrisinho aí hein? Atitudes muito suspeitas"
- "Porque a Luciana é uma bandeira só...."
- "O que você tem hoje que está toda arrumada e com a unha feita?" PS. Isso é comentário que se faça?
- "Você não vai parar de ler isso não?"
- "Quando ela está empolgada com algo você vai ficar ouvindo sobre o assunto por dias, dias e dias"
Não sei porque, mas de alguma forma as pessoas vêem em momentos aleatórios, caras, bocas e atitudes que fogem do tradicional modelo de parente do Adolf. A consequência disso é que levantam suspeitas de que há algo importante acontecendo e sempre de origem amorosa, uma inquietação generalizada com relação a minha pessoa. Não entrarei neste mérito, pois isto pode denegrir a minha imagem neste blog rs...
Mas tenho que confessar, eles estão com a razão. Quando estou com caras, bocas e atitudes que fogem do tradicional geralmente existe um motivo maior e não consigo disfarçar. Seja de felicidade ou de tristeza, meu amigo Pablo tem toda razão, sou uma bandeira só... mas, diferente do que muitos pensam, nem sempre os motivos apontados estão corretos, os palpites as vezes passam longe.
Certos ou errados só posso dizer uma coisa, as vezes até eu desconfio que estou com atitudes suspeitas, muito suspeitas.
LJ
Vocês não entenderam nada? Vou explicar.
Geralmente a minha vida está marcada por acontecimentos extraordinários, tipo aqueles que ninguém faz: acordar, se trocar, ir pro trabalho, voltar do trabalho, estudar, dormir, acordar, se trocar, ir pro trabalho, voltar do trabalho. Nesse vai e vem de atividades empolgantes meu humor sobe e desce. Geralmente ele está entre nervosinha, nervosa, nervosa melodramática e nervosa TPM máster plus advanced, neste caso a fisionomia do meu rosto sempre está para parente do Adolf Hitler.
Ocorre que nesse meio termo alguns sinais da minha face fazem com que as pessoas acreditem que estou com atitudes suspeitas, muito suspeitas...
Não sei explicar bem o que isso quer dizer, mas talvez as frases que ouço ajudem a chegar a uma conclusão:
- "O que é esse brilho no seu olhar hoje?"
- "Esse seu sorrisinho aí hein? Atitudes muito suspeitas"
- "Porque a Luciana é uma bandeira só...."
- "O que você tem hoje que está toda arrumada e com a unha feita?" PS. Isso é comentário que se faça?
- "Você não vai parar de ler isso não?"
- "Quando ela está empolgada com algo você vai ficar ouvindo sobre o assunto por dias, dias e dias"
Não sei porque, mas de alguma forma as pessoas vêem em momentos aleatórios, caras, bocas e atitudes que fogem do tradicional modelo de parente do Adolf. A consequência disso é que levantam suspeitas de que há algo importante acontecendo e sempre de origem amorosa, uma inquietação generalizada com relação a minha pessoa. Não entrarei neste mérito, pois isto pode denegrir a minha imagem neste blog rs...
Mas tenho que confessar, eles estão com a razão. Quando estou com caras, bocas e atitudes que fogem do tradicional geralmente existe um motivo maior e não consigo disfarçar. Seja de felicidade ou de tristeza, meu amigo Pablo tem toda razão, sou uma bandeira só... mas, diferente do que muitos pensam, nem sempre os motivos apontados estão corretos, os palpites as vezes passam longe.
Certos ou errados só posso dizer uma coisa, as vezes até eu desconfio que estou com atitudes suspeitas, muito suspeitas.
LJ
A razão e o coração - Parte 1
Quem nunca teve uma dúvida na vida? Quem nunca acordou sorrindo e dormiu chorando? Quem nunca sentiu raiva? Quem nunca esteve entre a razão e o coração?
Nossa vida é desenhada por vários caminhos, as vezes tortuosos, esburacados, as vezes belos e ensolarados. Altos e baixos. Quem disse que a vida é feita apenas de calmarias?
Passar pelas calmarias não é o problema, passar pelas tormentas é o desafio. O desafio de decidir entre a razão e o coração.
Eis que surgem os dilemas...
No coração a raiva, a razão aponta o perdão.
No coração a paixão, a razão a prudência.
No coração a amizade, a razão a cumplicidade e fidelidade.
No coração o ciúme, a razão a confiança e respeito.
No coração a angústia, a razão a fé.
No coração o medo, a razão a coragem.
No coração o espírito aventureiro, a razão a responsabilidade.
Me considero uma pessoa bastante racional, assim como conheço pessoas extremamente emocionais. Não me orgulho disso, na verdade acredito que o melhor seria balancear entre 50% racional e 50% emocional. Pender para um destes lados pode gerar consequências desastrosas, o interessante é encontrar o equilíbrio.
Tenho aprendido muito à respeito disso nos últimos tempos. Há algum tempo atrás conheci o meu amigo Jonny e desde o primeiro instante que nos falamos houve uma simpatia entre nós. É estranho, talvez ele nem se lembre, mas desde o primeiro dia conversamos sobre coisas íntimas, como se fossemos já velhos conhecidos.
O tempo passou e o Jonny se viu envolvido em novos sentimentos. Emocionalmente resolveu abrir seu coração. Essa geralmente é a atitude daqueles movidos pela emoção, acho o máximo porque geralmente ela vem sempre acompanhada da coragem e eu sou uma covarde de mão cheia.
Adivinhem com quem ele deu de cara? Com a razão. A princípio acredito que ele deva ter ficado chateado, mas hoje tenho certeza que as coisas estão bem mais claras para ele e isso o ajudou a compreender a importância de unir essas duas forças: o coração e a razão.
Fácil? Claro que não. Assim como não é fácil dizer o que se sente, também não é fácil dizer não.
A lição que fica de tudo isso é que mesmo em situações que pareçam ruins de imediato podem vir a apresentar surpresas muito agradáveis lá na frente, desde que estejam em equilíbrio, como foi o nosso caso.
Se não fosse a sua coragem de falar o que sentia e a minha de dizer o que era correto a ser feito, talvez hoje não teríamos descoberto o prazer de sermos amigos.
Eu torço muito para que esse novo sentimento de amizade que nasceu entre nós perdure, se fortifique e gere frutos, pois é uma felicidade muito grande pra mim tê-lo como amigo.
LJ
Nossa vida é desenhada por vários caminhos, as vezes tortuosos, esburacados, as vezes belos e ensolarados. Altos e baixos. Quem disse que a vida é feita apenas de calmarias?
Passar pelas calmarias não é o problema, passar pelas tormentas é o desafio. O desafio de decidir entre a razão e o coração.
Eis que surgem os dilemas...
No coração a raiva, a razão aponta o perdão.
No coração a paixão, a razão a prudência.
No coração a amizade, a razão a cumplicidade e fidelidade.
No coração o ciúme, a razão a confiança e respeito.
No coração a angústia, a razão a fé.
No coração o medo, a razão a coragem.
No coração o espírito aventureiro, a razão a responsabilidade.
Me considero uma pessoa bastante racional, assim como conheço pessoas extremamente emocionais. Não me orgulho disso, na verdade acredito que o melhor seria balancear entre 50% racional e 50% emocional. Pender para um destes lados pode gerar consequências desastrosas, o interessante é encontrar o equilíbrio.
Tenho aprendido muito à respeito disso nos últimos tempos. Há algum tempo atrás conheci o meu amigo Jonny e desde o primeiro instante que nos falamos houve uma simpatia entre nós. É estranho, talvez ele nem se lembre, mas desde o primeiro dia conversamos sobre coisas íntimas, como se fossemos já velhos conhecidos.
O tempo passou e o Jonny se viu envolvido em novos sentimentos. Emocionalmente resolveu abrir seu coração. Essa geralmente é a atitude daqueles movidos pela emoção, acho o máximo porque geralmente ela vem sempre acompanhada da coragem e eu sou uma covarde de mão cheia.
Adivinhem com quem ele deu de cara? Com a razão. A princípio acredito que ele deva ter ficado chateado, mas hoje tenho certeza que as coisas estão bem mais claras para ele e isso o ajudou a compreender a importância de unir essas duas forças: o coração e a razão.
Fácil? Claro que não. Assim como não é fácil dizer o que se sente, também não é fácil dizer não.
A lição que fica de tudo isso é que mesmo em situações que pareçam ruins de imediato podem vir a apresentar surpresas muito agradáveis lá na frente, desde que estejam em equilíbrio, como foi o nosso caso.
Se não fosse a sua coragem de falar o que sentia e a minha de dizer o que era correto a ser feito, talvez hoje não teríamos descoberto o prazer de sermos amigos.
Eu torço muito para que esse novo sentimento de amizade que nasceu entre nós perdure, se fortifique e gere frutos, pois é uma felicidade muito grande pra mim tê-lo como amigo.
LJ
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Outra vez dia 12
12 de junho.... data sugestiva.
Eu faço parte do grupo das solteiras que por mais um ano consecutivo estará passando outro dia dos namorados sozinha. Deve ter gente arrancando os cabelos por aí, comendo chocolate a rodo e dizendo “Quero Morrê”, né AB????? Rs
Sinceramente não me incomodo com esta data, que vamos e convenhamos é puramente comercial. Isso mesmo, data criada estrategicamente no “frio” pelos marketeiros de plantão para “aquecer” as vendas entre outras datas comerciais.
Mesmo assim serve para refletir, porque qualquer evento seja ele comercial ou não mexe com a nossa cabeça, principalmente comigo romântica assumida e apaixonada.
Hoje olhando para aquela imensidão de corações espalhados pelo shopping bateu uma ansiedade, me fez pensar no rosto de alguém que ainda não é concreto, no sorriso que irá disparar meu coração e o olhar que vai fazer eu me sentir a pessoa mais segura e feliz. Deu vontade de sentir minha mão aquecida entre outras mãos, repousar minha cabeça em seu peito e beijar muito no escurinho do cinema.
Alguma coisa ficou vazia de repente e perdeu o sentido, tantos corações espalhados pelo shopping e eu sem poder fazer parte daquilo. Espere! Não é verdade! Eu tenho um presente guardado para o meu “amor” e está seguro a sete chaves no meu coração apenas aguardando sua chegada. Ele se renova todos os dias e é preservado daqueles que não o valorizam ou que apenas querem experimentar por curiosidade.
O tempo me fez mais madura, mais centrada e é por isso que não me incomoda o fato de ficar tanto tempo sozinha, é apenas uma escolha feita com base nos sentimentos. A explicação é simples: não quero um homem, quero alguém para amar, quero alguém que me ame.
Um coração cheio de amarguras, receios e arrependimentos não tem nada de bom pra oferecer, então porque colecionar relacionamentos que só envenenam os sentimentos, que nos tornam descrentes e nos mantém na solidão? Quantas pessoas comprando presentes no shopping e se sentindo completamente solitárias e infelizes? Não quero fazer parte deste grupo.
Para aquele que chegará, acredito que em breve, tenho apenas uma coisa a dizer: não garanto que você será feliz, porque ninguém é responsável pela felicidade dos outros, mas tenha a certeza que você terá o meu melhor. Minha amizade, minha dedicação, meu mais sincero afeto entre outras coisas maravilhosas que aqui não é o melhor lugar pra dizer... rsrsrs
Onde você estiver meu “querido”, Feliz Dia dos Namorados!
LJ
Eu faço parte do grupo das solteiras que por mais um ano consecutivo estará passando outro dia dos namorados sozinha. Deve ter gente arrancando os cabelos por aí, comendo chocolate a rodo e dizendo “Quero Morrê”, né AB????? Rs
Sinceramente não me incomodo com esta data, que vamos e convenhamos é puramente comercial. Isso mesmo, data criada estrategicamente no “frio” pelos marketeiros de plantão para “aquecer” as vendas entre outras datas comerciais.
Mesmo assim serve para refletir, porque qualquer evento seja ele comercial ou não mexe com a nossa cabeça, principalmente comigo romântica assumida e apaixonada.
Hoje olhando para aquela imensidão de corações espalhados pelo shopping bateu uma ansiedade, me fez pensar no rosto de alguém que ainda não é concreto, no sorriso que irá disparar meu coração e o olhar que vai fazer eu me sentir a pessoa mais segura e feliz. Deu vontade de sentir minha mão aquecida entre outras mãos, repousar minha cabeça em seu peito e beijar muito no escurinho do cinema.
Alguma coisa ficou vazia de repente e perdeu o sentido, tantos corações espalhados pelo shopping e eu sem poder fazer parte daquilo. Espere! Não é verdade! Eu tenho um presente guardado para o meu “amor” e está seguro a sete chaves no meu coração apenas aguardando sua chegada. Ele se renova todos os dias e é preservado daqueles que não o valorizam ou que apenas querem experimentar por curiosidade.
O tempo me fez mais madura, mais centrada e é por isso que não me incomoda o fato de ficar tanto tempo sozinha, é apenas uma escolha feita com base nos sentimentos. A explicação é simples: não quero um homem, quero alguém para amar, quero alguém que me ame.
Um coração cheio de amarguras, receios e arrependimentos não tem nada de bom pra oferecer, então porque colecionar relacionamentos que só envenenam os sentimentos, que nos tornam descrentes e nos mantém na solidão? Quantas pessoas comprando presentes no shopping e se sentindo completamente solitárias e infelizes? Não quero fazer parte deste grupo.
Para aquele que chegará, acredito que em breve, tenho apenas uma coisa a dizer: não garanto que você será feliz, porque ninguém é responsável pela felicidade dos outros, mas tenha a certeza que você terá o meu melhor. Minha amizade, minha dedicação, meu mais sincero afeto entre outras coisas maravilhosas que aqui não é o melhor lugar pra dizer... rsrsrs
Onde você estiver meu “querido”, Feliz Dia dos Namorados!
LJ
PS: Aparece logo!!!!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Um furacão chamado TPM
Em dias de tormenta, nervos à flor da pele, vale a máxima:
Conte até 10, respire fundo e se já for tarde de mais peça desculpas, afinal o orgulho é uma grande ilusão.
Daqui 7 dias eu volto para concluir esta reflexão, já me irritei com isso aqui também.
Lu J.
Conte até 10, respire fundo e se já for tarde de mais peça desculpas, afinal o orgulho é uma grande ilusão.
Daqui 7 dias eu volto para concluir esta reflexão, já me irritei com isso aqui também.
Lu J.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Tirem esse sentimento de mim...
Eu juro que não queria escrever sobre isso, eu juro!!! Mas parece que esse assunto me persegue. Impressionante!!!
Nos últimos meses ocorreram 3 casos idênticos com pessoas muito próximas a mim e adivinhe qual era o roteiro?
1 ato: Mulher apaixonada
2 ato: Relacionamento desgastado
3 ato: Homem não muito apaixonado
4 ato: Mulher insatisfeita
5 ato: Homem querendo pular fora
6º ato: Mulher a beira de um colapso
7º ato: Fim do relacionamento
8º ato: Homem partindo pra outra
9º ato: Mulher desesperada sem saber o que fazer com todo aquele sentimento...
10º ato: Homem desesperado com ex-namorada que vive querendo voltar
11º ato: Mulher querendo sensibilizar o ex-namorado: seja demonstrando sofrimento ou excesso de felicidade.
12º ato: Homem querendo acordar desse pesadelo
13º ato: Mulher não consegue imaginar sua vida sem o ex-namorado.
14º ato: Relacionamento sem futuro
15º ato: Síndrome de persistência no erro (vide meu 2º post)
16º ato: FIM (Final feliz? Não sei pra quem, geralmente os homens saem ganhando nessa).
Eu fui uma pessoa muito cética com relação aos relacionamentos, apesar de crescer sonhando em encontrar o amor da minha vida, casar e ter filhos.
Na minha cabeça juvenil / adolescente eu iria encontrar o amor aos 18, noivar aos 23, casar aos 25 e ter filhos à partir dos 28. Meu amor seria perfeito, bonito, inteligente e dócil, aquele ao estilo “Edward Cullen”, para quem desconhece o personagem é tipo de homem idealizado pelas mulheres, não é estranho que uma mulher o tenha criado e levado milhares e milhares de outras mulheres a suspirarem pelo mundo afora.
Com o passar do tempo vi muita das minhas amigas sofrerem por amor, como se aquele homem fosse o último biscoito do pacote, como se fosse impossível gostar de alguém novamente, como se a vida delas dependesse daquilo.
Eu, fria como sempre, olhava aquilo e não acreditava. Como alguém pode se humilhar tanto? “Para de chorar por quem não te merece”, essa era minha frase predileta.
Eu não entendia, eu não acreditava, pra mim parecia tão fácil, tão óbvio, “vire a página” eu dizia.
Eu cheguei aos 22 anos sem nunca gostar de alguém, sem amar alguém e isso começou a me incomodar. Será que eu nunca seria capaz de amar alguém? Doía ver pessoas excelentes, legais, divertidas, inteligentes se apaixonarem por mim e eu sem ter a menor chance de corresponder a qualquer um deles.
Acreditem, namorei um rapaz ao estilo “Edward Cullen” e não consegui amá-lo. Nada além de um sentimento de amizade e carinho muito grande. Terminei o namoro e fui a vilã da história, aquele personagem, geralmente do sexo masculino, que destrói o conto de fadas do seu companheiro. Parece fácil estar do lado “vilão” da história, mas não é.
Eis que o dia “D” chegou, sim ele chegou, eu descobri o amor. Ele foi construído com o tempo na verdade e numa espécie de reencontro explodiu a paixão, foi extasiante. A princípio foi um sentimento de vitória, sim porque para alguém que tinha medo de nunca gostar de alguém foi a glória.
Este sentimento me proporcionou diversas coisas boas, entre elas um mergulho interior que fez transbordar em mim toda a alegria e felicidade que um ser pode sentir. Eu acordava sorrindo, eu dormia sorrindo, eu tagarelava o dia todo e morria de saudade. Quando o encontrava tinha vontade de beija-lo e beija-lo e dizer “te amo”, mas nunca o fiz, assunto para um próximo post, tipo “Palavras e frases que você não deve dizer a um homem que ainda não sabe o que sente por você”.
Tudo aquilo que antes não fazia sentido passou a fazer. Um novo futuro se mostrou a minha frente e nesse mundo não existia mais a possibilidade de viver sem aquele sentimento.
Só que eu havia me esquecido de um detalhe importante. Naquele momento eu estava tão concentrada no amor que eu sentia, como se fosse uma conquista pessoal, que me esqueci da outra parte. E ele? Também gosta de mim da mesma forma?
Eu não estava preparada para o “NÃO”, pelo contrário, no meu mundo feliz ele também gostava de mim, na mesma intensidade e o “NÃO” não poderia existir, nunca!!!
Essa fase é dura e cega, sabe porque? Simples, não enxergamos as evidências, relevamos tudo e fechamos os olhos. E quando precisamos dizer algo, reclamar ou dizer “Ai, doeu” a gente sente medo de criar o motivo que ele precisava para dizer “ADEUS”.
Não preciso dizer o que aconteceu né? Sim, ele disse adeus.
Foi aí que eu conheci o outro lado desse sentimento, um mergulho interior que fez transbordar em mim toda a infelicidade e tristeza que um ser pode sentir. É indescritível e só quem já sentiu pode compreender. Hã, hã... descobri porque minhas amigas sofriam tanto e porque não era tão fácil como eu achava que era.
Passei noites em claro, chorando o tempo inteiro. Olhos inchados pela manhã e mais lágrimas no trabalho, na rua, em casa e mais noites e mais dias...
E aí vem a pior fase, aquela que nos cega completamente. Quando perdemos alguém do qual amamos tão intensamente fica a herança e a pergunta: o que fazer com todo esse sentimento? Você diz: Xô, xô, vai embora, vai caçar a sua turma e ele se nega a ir embora. Você grita: Tirem esse sentimento de mim, mas ninguém tem poder pra isso.
Fisicamente você sente uma dor na região cardíaca, ela é contínua e persistente. Não é forte como uma dor de dente, mas lembra bem dor de tendinite, quem já sentiu sabe. Dor de tendinite te persegue dia e noite até chegar um momento que você explode. Só que do contrário da tendinite onde você pode tomar um remédio, para esse tipo de dor não há o que faça passar.
Eu senti essa pressão no peito ininterruptamente por 7 meses, uma tortura sobre-humana. Como eu sei disso? Não ria, eu marcava no calendário, pergunte para alguns de meus amigos e eles confirmarão.
O maior perigo é quando essa dor contínua começa a causar surtos emocionais. No desespero de se livrar desse sentimento a solução mais óbvia para acabar com ela aparece na nossa mente: ele tem que voltar pra mim. Mas como? É aí que começam os problemas.
Na maioria das vezes nossas ações iniciam-se com cartinhas, e-mails e recadinhos no celular que enfatizam ao pobre coitado o quanto estamos sofrendo e morrendo de amor. Em seguida começamos a viver de pequenas migalhas que aliviam brevemente a angustia, então caçamos notícias com conhecidos, bisbilhotamos o Orkut, enchemos a paciência no MSN até ele dizer aos amigos que morreu, trocar o número do celular, cancelar a conta no Orkut e te bloquear no MSN.
Fechadas estas primeiras possibilidades iniciam-se as mais ousadas, freqüentar lugares que faziam parte do seu roteiro com ele, mandar presentes de aniversário, natal, páscoa e acredite, tem quem envie presente também no dia dos namorados, taí, poderiam criar o dia do ex-namorado, isso iria fazer muitas mulheres menos infelizes no mundo, pelo menos não se sentiriam culpadas em mandar presentes para o seu amor, ou será ex-amor, ex-atual-amor, sei lá.
Existem reações mais enlouquecidas como contratar um carro de som e leva-lo até o prédio do trabalho dele e gritar “Fulano eu TE AMO, volta pra mim pelo amor de Deus.... senão eu morro”, ou então ficar de plantão na frente da casa dele e quando ele chegar se atirar aos seus pés e implorar que ele volte.
Ridículo né? Também acho, mas não critico. Não que eu acho certo fazer uma coisa dessas, muito pelo contrário, mas aquelas que fazem sei exatamente com que nível de desespero elas estão lidando. Nem todas elas possuem controle emocional, família, amigos e fé para passarem por isso sem deixar em sua vida um histórico de micos.
Se eu tenho um histórico de micos? Sim tenho, mandei e-mails, presentes, rsrsrss... fui bloqueada no MSN, mas diante do nível de tristeza em que estava mergulhada, dos micos que cometi acredito que foram os mais leves, afinal o carro de som poderia me mandar pra outro mundo, com certeza ele iria me matar.
Mas eu sempre tive em mim algo muito forte, de que não posso obrigar ninguém a gostar de mim, então minha luta não foi de fazê-lo voltar e sim do sentimento ir embora.
Foi difícil. Vocês se lembram que a minha tortura do passado era a incapacidade de amar? Pois é, como se livrar de algo que busquei tanto? É como ganhar na megasena e perder o bilhete premiado. Tenho certeza que muitas mulheres se sentiram exatamente assim.
Hoje é difícil assistir ao mesmo filme outra vez e ver pessoas queridas passarem pelas mesmas torturas que passei. A experiência me fez enxergar a vida de forma mais clara, o que evitaria hoje maiores sofrimentos caso venha a passar por isso novamente (isola, xô zica). A intensidade do sofrimento não está ligada as ações provocadas pelos surtos emocionais, mais sim ao período que dura o sofrimento.
Então se preservar é fundamental, aceitar o fim essencial e virar a página vital.
Uma coisa eu posso garantir, depois que tudo passa a dor ganha uma proporção menor a lembrança dos bons momentos. Eu não me arrependo de nada, valeram os anos de sofrimento (anos? Sim, foram 3) para ter tido a oportunidade única de ter amado alguém. Seria muito triste passar uma vida inteira sem sentir isso, como desconheço o futuro o que já vivi serve de garantia.
Eu não amei mais ninguém depois disso, mas sei que irei amar, como já disse anteriormente temos uma capacidade infinita de amor.
Queria poder prever o futuro para saber o momento exato que isso irá acontecer, não só para mim, mas também para todas aquelas que sofrem pelo amor perdido, mas como diz o ditado “O futuro a deus pertence”.
Enquanto o novo amor não chega e você ainda sofre amargamente pelo amor não correspondido a dica é: não cometa micos.
• Fique bem longe da internet, a chance de você mandar e-mails e deixar mensagens é muito grande.
• Não dê presentes;
• Não mande cartas;
• Não deixe de ser você mesma para tentar impressiona-lo, ele sabe o que e como você é;
• Não alugue carros de som;
• Não faça plantão em frente a casa dele;
• Se mesmo assim você estiver a ponto de explodir, chore, chore tudo que tiver direito, de preferência na sua casa, no trabalho e na rua não é legal.
Eu tenho uma boa notícia, com o tempo isso passa e as feridas se fecham. Quanto mais rápido você desistir de lutar por algo que não tem solução, mais facilmente você sairá dessa. E pelo amor de deus, não faça como eu, 3 anos ninguém merece.
Dedico este post:
• Para as minhas amigas que já passaram por isso.
• Para as garotas recém feridas que me inspiraram a escrever este post.• Para todas as mulheres e também alguns poucos homens que já sofreram ou sofrem por amor.
Para aqueles, principalmente do sexo masculino que não entendem porque as mulheres sofrem tanto, escutem a música 50 receitas do Frejat, é uma explicação sucinta sobre esse sentimento de perda e os surtos emocionais provocados por ele.
Beijos a todos.
LJ.
----
50 Receitas
Frejat
Composição: Frejat / Leoni
Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro cada dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
Minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer até você me pedir perdão
Eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Seus muitos defeitos nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol
E cada beijo teu e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltarO que fazer do meu amor?
Eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
Nos últimos meses ocorreram 3 casos idênticos com pessoas muito próximas a mim e adivinhe qual era o roteiro?
1 ato: Mulher apaixonada
2 ato: Relacionamento desgastado
3 ato: Homem não muito apaixonado
4 ato: Mulher insatisfeita
5 ato: Homem querendo pular fora
6º ato: Mulher a beira de um colapso
7º ato: Fim do relacionamento
8º ato: Homem partindo pra outra
9º ato: Mulher desesperada sem saber o que fazer com todo aquele sentimento...
10º ato: Homem desesperado com ex-namorada que vive querendo voltar
11º ato: Mulher querendo sensibilizar o ex-namorado: seja demonstrando sofrimento ou excesso de felicidade.
12º ato: Homem querendo acordar desse pesadelo
13º ato: Mulher não consegue imaginar sua vida sem o ex-namorado.
14º ato: Relacionamento sem futuro
15º ato: Síndrome de persistência no erro (vide meu 2º post)
16º ato: FIM (Final feliz? Não sei pra quem, geralmente os homens saem ganhando nessa).
Eu fui uma pessoa muito cética com relação aos relacionamentos, apesar de crescer sonhando em encontrar o amor da minha vida, casar e ter filhos.
Na minha cabeça juvenil / adolescente eu iria encontrar o amor aos 18, noivar aos 23, casar aos 25 e ter filhos à partir dos 28. Meu amor seria perfeito, bonito, inteligente e dócil, aquele ao estilo “Edward Cullen”, para quem desconhece o personagem é tipo de homem idealizado pelas mulheres, não é estranho que uma mulher o tenha criado e levado milhares e milhares de outras mulheres a suspirarem pelo mundo afora.
Com o passar do tempo vi muita das minhas amigas sofrerem por amor, como se aquele homem fosse o último biscoito do pacote, como se fosse impossível gostar de alguém novamente, como se a vida delas dependesse daquilo.
Eu, fria como sempre, olhava aquilo e não acreditava. Como alguém pode se humilhar tanto? “Para de chorar por quem não te merece”, essa era minha frase predileta.
Eu não entendia, eu não acreditava, pra mim parecia tão fácil, tão óbvio, “vire a página” eu dizia.
Eu cheguei aos 22 anos sem nunca gostar de alguém, sem amar alguém e isso começou a me incomodar. Será que eu nunca seria capaz de amar alguém? Doía ver pessoas excelentes, legais, divertidas, inteligentes se apaixonarem por mim e eu sem ter a menor chance de corresponder a qualquer um deles.
Acreditem, namorei um rapaz ao estilo “Edward Cullen” e não consegui amá-lo. Nada além de um sentimento de amizade e carinho muito grande. Terminei o namoro e fui a vilã da história, aquele personagem, geralmente do sexo masculino, que destrói o conto de fadas do seu companheiro. Parece fácil estar do lado “vilão” da história, mas não é.
Eis que o dia “D” chegou, sim ele chegou, eu descobri o amor. Ele foi construído com o tempo na verdade e numa espécie de reencontro explodiu a paixão, foi extasiante. A princípio foi um sentimento de vitória, sim porque para alguém que tinha medo de nunca gostar de alguém foi a glória.
Este sentimento me proporcionou diversas coisas boas, entre elas um mergulho interior que fez transbordar em mim toda a alegria e felicidade que um ser pode sentir. Eu acordava sorrindo, eu dormia sorrindo, eu tagarelava o dia todo e morria de saudade. Quando o encontrava tinha vontade de beija-lo e beija-lo e dizer “te amo”, mas nunca o fiz, assunto para um próximo post, tipo “Palavras e frases que você não deve dizer a um homem que ainda não sabe o que sente por você”.
Tudo aquilo que antes não fazia sentido passou a fazer. Um novo futuro se mostrou a minha frente e nesse mundo não existia mais a possibilidade de viver sem aquele sentimento.
Só que eu havia me esquecido de um detalhe importante. Naquele momento eu estava tão concentrada no amor que eu sentia, como se fosse uma conquista pessoal, que me esqueci da outra parte. E ele? Também gosta de mim da mesma forma?
Eu não estava preparada para o “NÃO”, pelo contrário, no meu mundo feliz ele também gostava de mim, na mesma intensidade e o “NÃO” não poderia existir, nunca!!!
Essa fase é dura e cega, sabe porque? Simples, não enxergamos as evidências, relevamos tudo e fechamos os olhos. E quando precisamos dizer algo, reclamar ou dizer “Ai, doeu” a gente sente medo de criar o motivo que ele precisava para dizer “ADEUS”.
Não preciso dizer o que aconteceu né? Sim, ele disse adeus.
Foi aí que eu conheci o outro lado desse sentimento, um mergulho interior que fez transbordar em mim toda a infelicidade e tristeza que um ser pode sentir. É indescritível e só quem já sentiu pode compreender. Hã, hã... descobri porque minhas amigas sofriam tanto e porque não era tão fácil como eu achava que era.
Passei noites em claro, chorando o tempo inteiro. Olhos inchados pela manhã e mais lágrimas no trabalho, na rua, em casa e mais noites e mais dias...
E aí vem a pior fase, aquela que nos cega completamente. Quando perdemos alguém do qual amamos tão intensamente fica a herança e a pergunta: o que fazer com todo esse sentimento? Você diz: Xô, xô, vai embora, vai caçar a sua turma e ele se nega a ir embora. Você grita: Tirem esse sentimento de mim, mas ninguém tem poder pra isso.
Fisicamente você sente uma dor na região cardíaca, ela é contínua e persistente. Não é forte como uma dor de dente, mas lembra bem dor de tendinite, quem já sentiu sabe. Dor de tendinite te persegue dia e noite até chegar um momento que você explode. Só que do contrário da tendinite onde você pode tomar um remédio, para esse tipo de dor não há o que faça passar.
Eu senti essa pressão no peito ininterruptamente por 7 meses, uma tortura sobre-humana. Como eu sei disso? Não ria, eu marcava no calendário, pergunte para alguns de meus amigos e eles confirmarão.
O maior perigo é quando essa dor contínua começa a causar surtos emocionais. No desespero de se livrar desse sentimento a solução mais óbvia para acabar com ela aparece na nossa mente: ele tem que voltar pra mim. Mas como? É aí que começam os problemas.
Na maioria das vezes nossas ações iniciam-se com cartinhas, e-mails e recadinhos no celular que enfatizam ao pobre coitado o quanto estamos sofrendo e morrendo de amor. Em seguida começamos a viver de pequenas migalhas que aliviam brevemente a angustia, então caçamos notícias com conhecidos, bisbilhotamos o Orkut, enchemos a paciência no MSN até ele dizer aos amigos que morreu, trocar o número do celular, cancelar a conta no Orkut e te bloquear no MSN.
Fechadas estas primeiras possibilidades iniciam-se as mais ousadas, freqüentar lugares que faziam parte do seu roteiro com ele, mandar presentes de aniversário, natal, páscoa e acredite, tem quem envie presente também no dia dos namorados, taí, poderiam criar o dia do ex-namorado, isso iria fazer muitas mulheres menos infelizes no mundo, pelo menos não se sentiriam culpadas em mandar presentes para o seu amor, ou será ex-amor, ex-atual-amor, sei lá.
Existem reações mais enlouquecidas como contratar um carro de som e leva-lo até o prédio do trabalho dele e gritar “Fulano eu TE AMO, volta pra mim pelo amor de Deus.... senão eu morro”, ou então ficar de plantão na frente da casa dele e quando ele chegar se atirar aos seus pés e implorar que ele volte.
Ridículo né? Também acho, mas não critico. Não que eu acho certo fazer uma coisa dessas, muito pelo contrário, mas aquelas que fazem sei exatamente com que nível de desespero elas estão lidando. Nem todas elas possuem controle emocional, família, amigos e fé para passarem por isso sem deixar em sua vida um histórico de micos.
Se eu tenho um histórico de micos? Sim tenho, mandei e-mails, presentes, rsrsrss... fui bloqueada no MSN, mas diante do nível de tristeza em que estava mergulhada, dos micos que cometi acredito que foram os mais leves, afinal o carro de som poderia me mandar pra outro mundo, com certeza ele iria me matar.
Mas eu sempre tive em mim algo muito forte, de que não posso obrigar ninguém a gostar de mim, então minha luta não foi de fazê-lo voltar e sim do sentimento ir embora.
Foi difícil. Vocês se lembram que a minha tortura do passado era a incapacidade de amar? Pois é, como se livrar de algo que busquei tanto? É como ganhar na megasena e perder o bilhete premiado. Tenho certeza que muitas mulheres se sentiram exatamente assim.
Hoje é difícil assistir ao mesmo filme outra vez e ver pessoas queridas passarem pelas mesmas torturas que passei. A experiência me fez enxergar a vida de forma mais clara, o que evitaria hoje maiores sofrimentos caso venha a passar por isso novamente (isola, xô zica). A intensidade do sofrimento não está ligada as ações provocadas pelos surtos emocionais, mais sim ao período que dura o sofrimento.
Então se preservar é fundamental, aceitar o fim essencial e virar a página vital.
Uma coisa eu posso garantir, depois que tudo passa a dor ganha uma proporção menor a lembrança dos bons momentos. Eu não me arrependo de nada, valeram os anos de sofrimento (anos? Sim, foram 3) para ter tido a oportunidade única de ter amado alguém. Seria muito triste passar uma vida inteira sem sentir isso, como desconheço o futuro o que já vivi serve de garantia.
Eu não amei mais ninguém depois disso, mas sei que irei amar, como já disse anteriormente temos uma capacidade infinita de amor.
Queria poder prever o futuro para saber o momento exato que isso irá acontecer, não só para mim, mas também para todas aquelas que sofrem pelo amor perdido, mas como diz o ditado “O futuro a deus pertence”.
Enquanto o novo amor não chega e você ainda sofre amargamente pelo amor não correspondido a dica é: não cometa micos.
• Fique bem longe da internet, a chance de você mandar e-mails e deixar mensagens é muito grande.
• Não dê presentes;
• Não mande cartas;
• Não deixe de ser você mesma para tentar impressiona-lo, ele sabe o que e como você é;
• Não alugue carros de som;
• Não faça plantão em frente a casa dele;
• Se mesmo assim você estiver a ponto de explodir, chore, chore tudo que tiver direito, de preferência na sua casa, no trabalho e na rua não é legal.
Eu tenho uma boa notícia, com o tempo isso passa e as feridas se fecham. Quanto mais rápido você desistir de lutar por algo que não tem solução, mais facilmente você sairá dessa. E pelo amor de deus, não faça como eu, 3 anos ninguém merece.
Dedico este post:
• Para as minhas amigas que já passaram por isso.
• Para as garotas recém feridas que me inspiraram a escrever este post.• Para todas as mulheres e também alguns poucos homens que já sofreram ou sofrem por amor.
Para aqueles, principalmente do sexo masculino que não entendem porque as mulheres sofrem tanto, escutem a música 50 receitas do Frejat, é uma explicação sucinta sobre esse sentimento de perda e os surtos emocionais provocados por ele.
Beijos a todos.
LJ.
----
50 Receitas
Frejat
Composição: Frejat / Leoni
Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro cada dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
Minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer até você me pedir perdão
Eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Seus muitos defeitos nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol
E cada beijo teu e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltarO que fazer do meu amor?
Eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
