Quem nunca teve uma dúvida na vida? Quem nunca acordou sorrindo e dormiu chorando? Quem nunca sentiu raiva? Quem nunca esteve entre a razão e o coração?
Nossa vida é desenhada por vários caminhos, as vezes tortuosos, esburacados, as vezes belos e ensolarados. Altos e baixos. Quem disse que a vida é feita apenas de calmarias?
Passar pelas calmarias não é o problema, passar pelas tormentas é o desafio. O desafio de decidir entre a razão e o coração.
Eis que surgem os dilemas...
No coração a raiva, a razão aponta o perdão.
No coração a paixão, a razão a prudência.
No coração a amizade, a razão a cumplicidade e fidelidade.
No coração o ciúme, a razão a confiança e respeito.
No coração a angústia, a razão a fé.
No coração o medo, a razão a coragem.
No coração o espírito aventureiro, a razão a responsabilidade.
Me considero uma pessoa bastante racional, assim como conheço pessoas extremamente emocionais. Não me orgulho disso, na verdade acredito que o melhor seria balancear entre 50% racional e 50% emocional. Pender para um destes lados pode gerar consequências desastrosas, o interessante é encontrar o equilíbrio.
Tenho aprendido muito à respeito disso nos últimos tempos. Há algum tempo atrás conheci o meu amigo Jonny e desde o primeiro instante que nos falamos houve uma simpatia entre nós. É estranho, talvez ele nem se lembre, mas desde o primeiro dia conversamos sobre coisas íntimas, como se fossemos já velhos conhecidos.
O tempo passou e o Jonny se viu envolvido em novos sentimentos. Emocionalmente resolveu abrir seu coração. Essa geralmente é a atitude daqueles movidos pela emoção, acho o máximo porque geralmente ela vem sempre acompanhada da coragem e eu sou uma covarde de mão cheia.
Adivinhem com quem ele deu de cara? Com a razão. A princípio acredito que ele deva ter ficado chateado, mas hoje tenho certeza que as coisas estão bem mais claras para ele e isso o ajudou a compreender a importância de unir essas duas forças: o coração e a razão.
Fácil? Claro que não. Assim como não é fácil dizer o que se sente, também não é fácil dizer não.
A lição que fica de tudo isso é que mesmo em situações que pareçam ruins de imediato podem vir a apresentar surpresas muito agradáveis lá na frente, desde que estejam em equilíbrio, como foi o nosso caso.
Se não fosse a sua coragem de falar o que sentia e a minha de dizer o que era correto a ser feito, talvez hoje não teríamos descoberto o prazer de sermos amigos.
Eu torço muito para que esse novo sentimento de amizade que nasceu entre nós perdure, se fortifique e gere frutos, pois é uma felicidade muito grande pra mim tê-lo como amigo.
LJ
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada por visitar o meu blog.