Nas últimas semanas pensei muito nesse tema, pedi até para minha fiel escudeira Escarlet O´hara escrever um post com o mesmo assunto, queria poder entender o ponto de vista de outra pessoa.
Nos últimos meses vivi e aprendi muita coisa, fui do alto ao baixo em questão de dias e voltar a ter domínio sobre meus sentimentos foi um dos grandes aprendizados neste ano. Estou numa fase de redescobrimento e construção, digamos que estou passando por uma reforma interior.
Mas foi há pouco mais de 3 semanas que em apenas 24 horas obtive a maior lição de todas, a vida me pregou uma peça daquelas e até ter certeza de qual caminho as coisas iram tomar vi a minha vida de cabeça pra baixo. Queria poder contar em detalhes essa história, mas não posso, isso envolve outras pessoas que não podem ser expostas aqui, nem mesmo com outros nomes, pois algumas delas nem ao menos desconfiam desta história, mas se sentiriam totalmente ligadas a ela.
O importante é o que fica, o ensinamento. É sobre isso que quero falar, sobre como certos acontecimentos nos pegam de surpresa, sem qualquer aviso ou sinal e nos fazem refletir sobre o sentido da vida.
Minha amiga Scarlet acha que o amor é o sentido da vida, não deixo de concordar, mas acredito que o aprendizado diário é que nos leva ao amor e o amor ao estado de felicidade. Importante lembrar que nem sempre isso ocorre a curto prazo.
O maior obstáculo é o próprio desamor, os freios que nos impedem de ser feliz. São eles: orgulho, vaidade, egoísmo, medo (falta de fé), negativismo, pessimismo... etc.
Perdas, feridas, conquistas, sonhos que não se realizam, são tantas experiências que vivemos todos os dias e para quê?
Tenho minhas convicções filosóficas que me ajudam e dão sentido à parte superior de tudo isso, em acreditar em Deus e sua justiça, por exemplo, mas não vou defender esse ponto de vista aqui, pois cada um tem sua forma de crer e usar sua razão para isso.
Por mais que as pessoas fujam desta máxima é impossível, pois existem coisas que fogem do nosso controle e a minha experiência de semanas atrás veio me mostrar exatamente isso.
Sempre criei critérios para as coisas da vida, procuro ser comedida, racional e prudente. Sabe quando me imaginei passando por situação semelhante? Nunca! Tomei uma rasteira e aprendi que não existe o “nunca” e que muitas pessoas erram conscientes ou não, no meu caso fiz tudo certo e poderia ter dado tudo errado.
Nunca aconteceu de todas as minhas deficiências morais ficarem tão latentes e evidentes quanto a situação com a qual me deparei. Nunca me senti tão frágil. Durante 24 horas vivenciei uma possível realidade que me impôs calma, prudência, desprendimento e humildade. Minha arrogância seria o grande tapa na cara que a vida me daria, a coragem o grande combustível e a vaidade seria atropelada por um trator. Não foi necessário passar por tudo isso.
No fundo eu sabia que aquele era o meu momento, um momento de superação, de descoberta, face a face com o obstáculo, mais ninguém. Desliguei até mesmo o telefone para não correr o risco de ligar e pedir ajuda, foi a melhor coisa que fiz.
Lição da vida: me descobrir em situações como esta. Se não tivesse essa experiência continuaria pensando como antes, teria a mesma opinião limitada de tempos atrás. A tensão, que por horas foram torturantes, veio depois em forma de alívio, lágrimas e aprendizado. O vazio que ficou se transformou em terreno fértil, pelo menos este tem sido meu sentimento desde então.
Não sou outra pessoa depois disso, mas muitas coisas mudaram dentro de mim. Estou mais otimista, mais tranqüila, mais decidida, com um olhar menos rigoroso e isso é algo bom e o bom é contrário ao desamor.
Não acredito que precisamos sofrer para aprender, pelo contrário, viver coisas boas nos ensinam a valorizar e querer cada vez mais o “bom”. E se precisamos enfrentar os problemas, o otimismo ajuda a encontrar de forma mais fácil as soluções.
Alimentar o pessimismo é aceitar a derrota.Apesar do mundo impor certos “modos de vida”, ou seja, de ser e ter, aprendi que tentar fazer parte deste padrão é o primeiro passo para a infelicidade. Tudo se torna mais fácil quando valorizamos o que somos e o que temos, respeitando e valorizando aqueles que nos cercam.
Então, nessa imensa escola que é o mundo, viver é experimentar, testar e aprender. No bom e no ruim sempre existe aprendizado e o resultado sempre traz algo de positivo.
Luciana J.