terça-feira, 17 de março de 2009

“Síndrome da persistência no erro”

“Se tivesse o poder de fechar feridas, de unir amores ou de plantar sorrisos, assim o faria. Mas quem diria, em tuas mãos encontra-se a receita da vida, basta apenas que vire a página e siga.”

Ser feliz é fácil, assim como uma receita de bolo:

Como se livrar dos problemas

Ingredientes:
1 Kg de amigos
1 colher de perdão
2 copos família em harmonia
200gr de dívidas pagas
1 xícara de otimismo
1 bilhete da megasena
1 pessoa que te ame acima de tudo
1 pitada de gargalhadas (a gosto)

Recheio
Viagens, passeios, corpo saudável e saúde, festas, diversão.

Modo de preparo:
Esqueça a pessoa que não gosta de você e saia com os amigos. Inclua a pessoa que te ama acima de tudo e a família em harmonia. Pague as suas dívidas, perdoe seus inimigos e seja sempre otimista. Ganhe na megasena e dê boas gargalhadas (a gosto). Para o recheio: reserve parte da megasena e viaje bastante, passeie, faça regime, pratique esportes, festeje e divirta-se.

Uma receita simples e fácil de fazer. Você já experimentou? Difícil... e garanto, essa não é a receita da felicidade.

Pra começar nem toda receita serve para todos, neste aspecto é fácil definir que as pessoas são totalmente diferentes umas das outras. Umas são mais fortes, outras fracas, pessimistas, otimistas, realistas, sonhadores, acomodadas, são tantas realidades e tão diferentes uma das outras, tantos sentimentos envolvidos, realidades diferentes que não podemos dizer que o que serviu pra um será a receita ou solução do outro.

Tenho mania de dar conselhos conclusivos: Faça, mude, seja assim ou assado... meu ouvido, aquele que está mais próximo da minha boca, deveria ouvir melhor as palavras que saem dela, eu com certeza seria uma pessoa melhor.

Existe um sintoma que muitas pessoas sentem e na maioria das vezes ignoram. Acredito que se prestássemos mais atenção nele, a probabilidade de sermos felizes seria muito maior.
Ele costuma aparecer em forma de pressão no peito acompanhada de amargura, as pessoas também apresentam insatisfação permanente, mau humor na maioria dos dias e tristeza aguda pelo menos 1 vez por semana.
Esse sintoma faz parte do que chamo de “Síndrome da persistência no erro”.
Essa síndrome se manifesta em várias áreas da nossa vida e na maioria das vezes mantemos a mesma característica: persistir no erro.
Veja alguns exemplos:

“Camila” persiste em reconquistar um amor que já deixou claro que está em outra. Patologia: ilusão de ótica, alucinação, loucura, depressão. Sintomas: todos aqueles que já citei acima. Previsão de sofrimento: anos (indefinido)
Tratamento eficaz: virar a página.

“Laura” não sente mais prazer no seu trabalho. Olha milhares de vezes para o relógio durante o dia e não consegue terminar um projeto em anos. Patologia: acomodação, limitação, medo e insegurança. Sintomas: todos aqueles que já citei acima
Previsão de sofrimento: anos (indefinido)
Tratamento eficaz: virar a página.

Então me pergunto: porque persistimos no erro? Porque é tão difícil virar a página e conquistar o novo?

Conheço pessoas maravilhosas com grande potencial que apresentam sintomas claros da síndrome da persistência no erro, me inclua na lista. São pessoas inteligentes, sensíveis e com vocação pra serem grandes, mas que não conseguem virar a página, dizer adeus, incluir o novo no seu vocabulário. O pior de tudo é que são maltratados, agredidos emocionalmente e mesmo assim continuam apegados ao seu mundo infeliz e preferem viver nele ao invés de desbravar novos horizontes.

O nascer de um novo dia tem um propósito maior do que simplesmente o raiar e o por do sol, é o da renovação da vida e das oportunidades. Cada dia é um recomeço, uma nova chance de fazer algo bom, de adquirir conhecimento e de ser feliz. Insistir em parar no tempo, em viver do passado, em se manter apegado a coisas, sentimentos e pessoas nos aprisionam no estado permanente de infelicidade. Na vida nada se perde, tudo se renova.

Então eu diria para minhas amigas:

Querida Camila:

Não nascemos para amar uma única vez na vida. Somos seres altamente capazes de amar, de formas e intensidades diferentes. Para amar outra pessoa não precisamos deixar de amar outras, a capacidade de amor do seu coração é infinito. Abra seu coração para amar alguém que te ame também.
A felicidade é o reflexo do amor em ação e amar de verdade é aceitar as pessoas como elas são, inclusive a sua liberdade de escolha.


Querida Laura,

Não tenha medo dos desafios, se importe menos com o que as pessoas pensam, seja mais humilde. O mundo é uma escola e chega uma hora que temos que passar de série, quanto tempo vai continuar relutando em não caminhar pra frente?


E assim eu desejo à elas e a todos que lerem este post que não tenham medo de virar a página, que deixem de remar contra a maré. Quanto mais rápido você conseguir esse feito mais leve e feliz ficará a sua vida


Beijos,

LJ

quarta-feira, 11 de março de 2009

Quem é Laurinha?

Muitas pessoas me perguntam porque “Laurinha”, de onde saiu essa “Laurinha” se na verdade me chamo Luciana. Há muitos anos atrás numa crise existencial com o meu cabelo, luta esta que persiste até hoje, enlouquecidamente mandei pro espaço ¾ dele, não preciso dizer que o resultado foi ainda mais traumático.

Minha vontade na época era colocar um saco na cabeça até que meu cabelo crescesse novamente, mas antes disso uma prima querida não deixou por menos e me apelidou de Laurinha Fiqueiroa, personagem de Glória Menezes na novela Rainha da Sucata.

A maldade deste apelido não era só por causa do cabelo, que era idêntico por sinal, mas porque ela era má, a vilã da trama e não entendo porque até hoje costumam me associar a estes personagens... rs... falando nisso alguém pode me explicar?
Daí por diante Laurinha passou a fazer parte da minha vida e acabei me simpatizando com ela, tanto que ganhou sobrenome, Jagodiz, outro apelidinho carinhoso extraído do meu difícil sobrenome Jagoschitz. Hoje atendo qualquer pessoa que me chame por Luciana, Lú, Laurinha, Laura, Jagodiz, Jagoshita, afinal de contas somos uma só pessoa.

Laurinha na verdade ganhou vida na WEB em meados de 1999 quando comecei a explorar esse mundo desconhecido, que ainda hoje me surpreende, chamado internet. Quem diria à 10 anos atrás que se tornaria o que é hoje? Minha primeira identidade foi o e-mail laurinhajagodiz@, mas a paixão de Laurinha na época eram as salas de bate papo. Eu fiz muitos amigos e atravessei fronteiras, pouco tempo depois veio o ICQ, nossa!!!! Quantas saudades desse programinha.

Passava horas e horas on-line, minha vida não era mais a mesma se não estivesse conectada, era como se faltasse um braço ou uma perna. Fiz muitos amigos no ICQ e através deles ganhei muitos outros. Que saudades dos papos com o André primo do Evandro, do Rogério que trabalhava na agência encima de uma padaria, do André japonês, do Rodrigo da USP, do Felipe, meu primeiro amigo no ICQ, do Peter meu amigo suíço, do Edu meu amigo confidente, quantos dias alegres eu tive teclando com ele, quantos conselhos utilizados até hoje.

Por um grande período de tempo me afastei da internet, cheguei a ficar 3 meses sem abrir o meu e-mail, claro que no meu trabalho estou sempre conectada, mas neste caso é a Luciana Jagoschitz quem está na ativa, já Laurinha ficou adormecida por anos, a internet havia perdido a graça para ela.

Subitamente meu interesse despertou novamente, uma vontade enorme de escrever, de falar, trocar idéias, adquirir novos conhecimentos, me comunicar com outras pessoas, de outras cidades, países, religiões, cores, costumes... ufa....

Então, se você está lendo este post até o fim, seja bem vindo ao mundo de Laurinha. Ahhh... não fique encabulado, pode deixar um comentário ou mensagem se quiser... vou adorar.

Beijos.

LJ