terça-feira, 21 de julho de 2009

Melodrama da Laurinha

Hoje estou me sentindo estranha, queria ter alguém pra conversar, falar de tudo que está passando pela minha cabeça neste exato momento, sem recriminações, ponderações e críticas. E quando você se vê assim, sozinha como estou agora, escrever as vezes ajuda...

É engraçado, quando você pensa que aprendeu tudo vivendo diversas situações no dia-a-dia, acaba percebendo que não aprendeu nada. Volta tudo outra vez e você chega a conclusão de que é muito burra. É a velha história de estar entre a razão e o coração, e o meu é muito burro, por isso me esforço para ser o mais racional possível, porque seu eu fosse depender do meu coração estava perdida.

Entre razões e emoções o melhor que tenho a fazer agora é ir dormir, quem sabe amanhã as coisas não amanhecem melhores?
LJ

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Atitudes Suspeitas

Certo dia, inesperadamente, ouvi da minha mãe a seguinte frase: “Você está com atitudes muito suspeitas”. Lembro que fiquei chocada na época, como pôde a minha mãe dizer uma coisa dessas? Como assim? De onde ela tirou essa idéia?

Vocês não entenderam nada? Vou explicar.

Geralmente a minha vida está marcada por acontecimentos extraordinários, tipo aqueles que ninguém faz: acordar, se trocar, ir pro trabalho, voltar do trabalho, estudar, dormir, acordar, se trocar, ir pro trabalho, voltar do trabalho. Nesse vai e vem de atividades empolgantes meu humor sobe e desce. Geralmente ele está entre nervosinha, nervosa, nervosa melodramática e nervosa TPM máster plus advanced, neste caso a fisionomia do meu rosto sempre está para parente do Adolf Hitler.

Ocorre que nesse meio termo alguns sinais da minha face fazem com que as pessoas acreditem que estou com atitudes suspeitas, muito suspeitas...

Não sei explicar bem o que isso quer dizer, mas talvez as frases que ouço ajudem a chegar a uma conclusão:

- "O que é esse brilho no seu olhar hoje?"
- "Esse seu sorrisinho aí hein? Atitudes muito suspeitas"
- "Porque a Luciana é uma bandeira só...."
- "O que você tem hoje que está toda arrumada e com a unha feita?" PS. Isso é comentário que se faça?
- "Você não vai parar de ler isso não?"
- "Quando ela está empolgada com algo você vai ficar ouvindo sobre o assunto por dias, dias e dias"

Não sei porque, mas de alguma forma as pessoas vêem em momentos aleatórios, caras, bocas e atitudes que fogem do tradicional modelo de parente do Adolf. A consequência disso é que levantam suspeitas de que há algo importante acontecendo e sempre de origem amorosa, uma inquietação generalizada com relação a minha pessoa. Não entrarei neste mérito, pois isto pode denegrir a minha imagem neste blog rs...

Mas tenho que confessar, eles estão com a razão. Quando estou com caras, bocas e atitudes que fogem do tradicional geralmente existe um motivo maior e não consigo disfarçar. Seja de felicidade ou de tristeza, meu amigo Pablo tem toda razão, sou uma bandeira só... mas, diferente do que muitos pensam, nem sempre os motivos apontados estão corretos, os palpites as vezes passam longe.

Certos ou errados só posso dizer uma coisa, as vezes até eu desconfio que estou com atitudes suspeitas, muito suspeitas.

LJ

A razão e o coração - Parte 1

Quem nunca teve uma dúvida na vida? Quem nunca acordou sorrindo e dormiu chorando? Quem nunca sentiu raiva? Quem nunca esteve entre a razão e o coração?

Nossa vida é desenhada por vários caminhos, as vezes tortuosos, esburacados, as vezes belos e ensolarados. Altos e baixos. Quem disse que a vida é feita apenas de calmarias?

Passar pelas calmarias não é o problema, passar pelas tormentas é o desafio. O desafio de decidir entre a razão e o coração.

Eis que surgem os dilemas...
No coração a raiva, a razão aponta o perdão.
No coração a paixão, a razão a prudência.
No coração a amizade, a razão a cumplicidade e fidelidade.
No coração o ciúme, a razão a confiança e respeito.
No coração a angústia, a razão a fé.
No coração o medo, a razão a coragem.
No coração o espírito aventureiro, a razão a responsabilidade.

Me considero uma pessoa bastante racional, assim como conheço pessoas extremamente emocionais. Não me orgulho disso, na verdade acredito que o melhor seria balancear entre 50% racional e 50% emocional. Pender para um destes lados pode gerar consequências desastrosas, o interessante é encontrar o equilíbrio.

Tenho aprendido muito à respeito disso nos últimos tempos. Há algum tempo atrás conheci o meu amigo Jonny e desde o primeiro instante que nos falamos houve uma simpatia entre nós. É estranho, talvez ele nem se lembre, mas desde o primeiro dia conversamos sobre coisas íntimas, como se fossemos já velhos conhecidos.

O tempo passou e o Jonny se viu envolvido em novos sentimentos. Emocionalmente resolveu abrir seu coração. Essa geralmente é a atitude daqueles movidos pela emoção, acho o máximo porque geralmente ela vem sempre acompanhada da coragem e eu sou uma covarde de mão cheia.

Adivinhem com quem ele deu de cara? Com a razão. A princípio acredito que ele deva ter ficado chateado, mas hoje tenho certeza que as coisas estão bem mais claras para ele e isso o ajudou a compreender a importância de unir essas duas forças: o coração e a razão.

Fácil? Claro que não. Assim como não é fácil dizer o que se sente, também não é fácil dizer não.

A lição que fica de tudo isso é que mesmo em situações que pareçam ruins de imediato podem vir a apresentar surpresas muito agradáveis lá na frente, desde que estejam em equilíbrio, como foi o nosso caso.

Se não fosse a sua coragem de falar o que sentia e a minha de dizer o que era correto a ser feito, talvez hoje não teríamos descoberto o prazer de sermos amigos.

Eu torço muito para que esse novo sentimento de amizade que nasceu entre nós perdure, se fortifique e gere frutos, pois é uma felicidade muito grande pra mim tê-lo como amigo.

LJ