quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 vem aí...



Um dia alguém me perguntou: O que muda com o fato de iniciar um novo ano? A resposta é nada, mas eu adoro essa sensação. É como se a gente estivesse correndo e parasse um pouco pra respirar.

Na própria vida espiritual é assim. A gente nasce, morre, nasce outra vez... o espírito é o mesmo, mas a oportunidade se renova.

Essa sensação de folha em branco é algo que me estimula, mesmo sabendo que tudo é exatamente igual. É a minha paradinha pra respirar.

2013 têm tudo pra ser bombástico. É o ano do marco da virada, do passo a frente, dos imensos desafios rumo aos compromissos assumidos. Esperei muito esse momento e espero que dê tudo certo.

2013 ainda não será o ano do amor, será o ano da superação, do trabalho e de realização! Muitas dificuldades a serem superadas, mas no fim  a sensação será de dever cumprido tenho certeza!

Feliz ano novo pra todos!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sensações...

Idependente de qualquer coisa, eis que certas músicas são como poesias... falam o que gostaríamos de dizer ou expressam o que não sabemos expressar...

Sensações
Paula Fernandes

Eu me perdi, perdi você
Perdi a voz, o seu querer
Agora sou somente um,
Longe de nós, um ser comum

Agora eu sou um vento só a escuridão
Eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário

Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço eu estremeço eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair
Da chuva eu reconheço

Que Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto,
Eu evaporo e caio em forma de chuva, eu reconheço
Eu me transformo




terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Mal...

Muitas vezes ele se mostra abertamente, conforme acreditado pela multidão, sem difarces, sem procurar mistificar sua presença com aparências de santidade. Sua fealdade mostra-se em toda a sua grandeza.

Sem nenhum escrúpulo, em determinadas situações se apresenta como se algo ou alguém estivesse ameaçando sua "estabilidade política". Mostra-se sem medo nem piedade, numa guerra declarada a qualquer coisa, ser ou situação que se afigure como elemento de progresso.

Em outras situações ele se disfarça, pois precisa imiscuir-se em redutos contrários a seus propósitos. O mal se mascara ardilosamente e pouco a pouco penetra na mente, nos pensamentos, nas emoções dos representantes do progresso e das instituições que patrocinam a evolução do pensamento humano. Silenciosamente faz sua obra, como se fora um inseto imperceptível que vai corroendo certas idéias, basilares à política que lhe é oposta.

Escondido sob um manto de aparente humildade, o mal vai se alastrando, tendo como armas as palavras suaves, sutis e os pensamentos dissimulados com o verniz da educação e conceitos distorcidos da verdade, da ética e da moral.

Alguns se encantam com tal artimanha, naturalmente encoberta a fim de produzir uma hipnose momentânea. Outros se assombram com sua desfaçatez e o requinte do disfarce apresentado, escondendo sua essência atrás de toda uma filosofia, aparentemente muito bem elaborada. Muitos se deixam conduzir por sua sagacidade e seus encantos, que sabem, como tentáculos tenebrosos, fixar-se nas mentes de quem se deixa seduzir por palavras, conceitos e vocabulários que escondem sua intimidade.

Mas o mal é sempre o mal. Não importa que nome tenha ou como seja conhecido. Não há disfarce amplo o bastante para encobrir sua natureza destruidora e daninha, desde que haja interesse em conhecer a verdade. Não há encantos que obscureçam sua ação quando há sintonia com os propósitos elevados da vida.

Contudo, nenhum ser intimida quando está determinado a agir e, como um verme, começa a corroer de dentro para fora, destruindo a imunidade espiritual de qualquer criatura.

Ele vem, de mansinho e lento. Manhoso, como uma célula cancerosa que se aloja no meio de outras sadias. Pouco a pouco corrói, irradia-se e despe-se assim de seus disfarces. Realiza gradativamente sua destruição - programada, organizada, demoníaca. Enfim, mostra-se pleno, vigoroso, insaciável. Seu magnetismo de terrível beleza engana e encanta a quem não lhe conhece as profundezas.

O mal... Ele esconde-se sob o manto da escuridão.

(Robson Pinheiro - Livro: Senhores da Escuridão)

PS. Nessa fase da vida onde tenho presenciado tantas faces do mal, achei essa definição muito clara e ampla sobre esse sentimento que arruina a humanidade.

Luciana J. / Out - 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Nem sempre posso ser eu mesma

Existem coisas que acontecem que são extremamente injustas aos nossos olhos e completamente evasivas aos olhos de outros. Tudo isso ocorre por sermos pessoas diferentes em essência, virtudes, princípios e interesses. Questão de ponto de vista.

Qualquer afirmação que não condiz com a verdade é punhal doloroso quando parte de alguém que lhe é caro ao coração, porque isso mostra a total falta de critério e respeito com a outra parte.

Tenho pouquíssimos amigos, mas aqueles que são verdadeiros e caros ao meu coração tem de mim tudo que possuo, minha amizade, atenção, preocupação e comprometimento. Adoro fazer coisas que deixem a vida destas pessoas mais doces e felizes, mesmo que elas me obriguem em atender seu pedido deslocado e mudar toda minha programação diária, em ver outra pessoa recebendo algo que gosta, é doce agradar, é doce fazer algo por alguém e é duro não ser compreendida quando seu objetivo é ver alguém feliz.

É bom que certas coisas aconteçam para descobrirmos a verdadeira idéia que as pessoas fazem de nós, principalmente quando elas acham que somos nós a fazermos discursos mentirosos. É muita pretensão, ainda mais analisando o histórico desta relação.

Não serão acontecimentos como este que me farão mudar e deixar de ser o que sou, nunca deixarei de fazer aquilo que tenho vontade às pessoas que prezo, admiro e amo, a não ser que elas não queiram, o que nunca vi acontecer, primeira vez.

Mais uma vez repito aqui no meu blog o que já disse em outros post´s. Respeito a opinião e decisão do meu próximo, isso faz parte do que eu sou, mas aos 30 anos, depois de viver tantas experiências, sofrer com a hipocrisia alheia, mentiras e falta de respeito não há mais espaço para esse tipo de situação.

A vida segue...

Luciana J.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ouvindo meu coração

Quando abri os olhos no primeiro dia deste ano algo me disse que à partir daquele momento eu deveria me preparar para uma sucessão de acontecimentos que não estavam nos meus planos.

A 30 centímetros de mim uma face angelical repousava tranqüila e serena. Fixei meus olhos e fiquei ali quietinha admirando aquele momento como se o meu cérebro precisasse registrar cada detalhe, pois não haveria outra oportunidade como aquela.

Meu coração que estava dolorido a dias enterneceu diante de um sentimento completamente inexplicável que havia surgido a muito tempo dentro de mim. Ali, naquele instante eu sabia que seria o momento mais correto para a minha despedida.

Obviamente que lágrimas já de saudades surgiram, senti medo que seus olhos se abrissem e testemunhassem aquele momento tão íntimo. Uma força maior guiou a minha mão e não pude deixar de acariciar o seu rosto e os seus cabelos rezando para que ele não acordasse.

A partir daquele momento fechei os meus olhos e rezei, pedi muito a Deus que me fortalecesse e desse sabedoria para ser compreensiva, forte e otimista.

Tudo acabou se desencadeando conforme eu imaginava naquela manhã, apesar de nutrir lá fundo uma mínima esperança de que meu coração pudesse ter me traído, mesmo sabendo que até hoje isso nunca aconteceu.

Consegui desde o princípio administrar todos os acontecimentos com equilíbrio, pois me preparei para isso. O mundo pode estar em ruínas a sua volta, mas a sua mente deve estar sempre no comando, esse sempre foi o meu lema. A idéia de receber e aceitar as decisões do próximo faz parte daquilo que sou, isso me traz paz e faz a vida ter sentido.

Muitas coisas aconteceram nestes 3 primeiros meses do ano, na maioria situações que estão colocando à prova o meu equilíbrio e a minha razão. Até onde a razão é mais forte do que os sentimentos?

Nestes dias senti fraqueza, não me reconheci em atos e atitudes, me vi, como num filme reprisado da sessão da tarde, cometendo os mesmos erros do passado. Quando a gente se penaliza e se recrimina parece que tudo se intensifica, perde o rumo, fica errado, irritante, doloroso. E quando você menos espera a depressão bate a porta.

Jamais permitirei que isso aconteça, nunca em toda a minha vida entreguei os pontos, mesmo abandonando temporariamente meus projetos de vida. Sei exatamente quais são meus potenciais, minhas qualidades e qual o tamanho da felicidade que quero alcançar.

Tenho fé em Deus, acredito nos seus designos e no tamanho do seu amor que me fortalece todos os dias para que eu alcance a minha felicidade.

Hoje, apenas hoje, estou me dando a liberdade de reconhecer o meu cansaço. Cansaço de fugir e lutar. Cansaço de ter que ser e fazer aquilo que as pessoas esperam de mim.

Hoje quero ser apenas a Luciana que está morrendo de saudade, mesmo sabendo que é errado, sem propósito, sem sentido. Quero mesmo depois de 3 meses voltar àquele momento e sentir a minha mão acariciando aquela face tão querida pelo meu coração.

Não quero sentir vergonha de uma lágrima sequer que escapa dos meus olhos, pois elas são a expressão deste momento, quem disse que ia ser fácil?

Não sei como será amanhã e depois de amanhã... com certeza voltarei a sorrir e depois irei chorar novamente, isso não importa. O que aprendi com tudo isso é que cada um tem seus obstáculos e sua forma de lidar com eles.

Hoje é apenas um dia de uma vida inteira, talvez eu nem me lembre daqui um tempo. O que sei é que não quero me reprimir, quero ser apenas eu e sentir o que eu tiver que sentir, sem cansaço e sem cobranças.


Amanhã será um novo dia...

Ops... essa frase é da Scarlett O´hara, ela não me pertence.

domingo, 14 de março de 2010

Eu vivo no Pântano? Estou cercada de Ogros!

Queridos leitores, eis que estou aqui para fazer um desabafo. Cansei dos ogros!!!
Eles estão por todos os lados, em casa, nas ruas, no trabalho... na cama? Afff... senhor me tire deste pântano!

Você não sabe o que é um ogro? Pois bem, explico.



Reconhecem esta cena? Pois é, o Shrek é um príncipe perto deles.

Características dos ogros (Lembro que nem todos possuem todas estas características, mas se tiverem mais de 4 destes listados abaixo já é um ogro básico).

• Palitam os dentes
• Não passam desodorante
• Peidam em qualquer lugar e na frente de suas mães, amigas, colegas, namoradas e esposas;
• Gospem na rua
• Arrotam em qualquer lugar
• Adoram gritar
• Comem com a boca aberta
• Andam com o cofrinho a mostra
• Fazem barulhinho com a boca tirando comida entre os dentes snic snic argh
• Não são gentis
• Falam errado "É 10 real"
• Escutam Bruno e Marrone,banda Caliso e afins
• Não mandam flores, não abrem a porta e muito menos puxam a cadeira.
• Falam muitos palavrões
• Enxugam o suor na manga da sua blusa e dizem que isso é prova de amor
• Vivem com o cabelo ensebado e barba por fazer
• Mudam o canal da Tv mesmo quando você está assistindo um canal
• Não tiram o prato da mesa e muito menos jogam o osso do frango no lixo;
• Fazem xixi na rua;
• Fazem xixi fora do vaso;
• Ficam esfregando os dedos dos pés deixando cair aquele queijinho nojento
• Assoam o nariz, limpam com os dedos e jogam no chão (vou morrer só de lembrar desta cena)
• Limpam os ouvidos com o dedo ou tampinhas de bic, olham pra sujeira e limpam na calça;

A lista é maior mas se eu continuar vou ter um colapso.

Não, nós princesas não queremos virar ogras, pelo contrário, queremos que vocês se tornem meninos educados, gentis e bem cuidados.

Senhores, façam deste mundo um lugar mais belo e aprazível de se viver.

Conto com vocês!


Luciana J.

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Sentido da Vida

Nas últimas semanas pensei muito nesse tema, pedi até para minha fiel escudeira Escarlet O´hara escrever um post com o mesmo assunto, queria poder entender o ponto de vista de outra pessoa.

Nos últimos meses vivi e aprendi muita coisa, fui do alto ao baixo em questão de dias e voltar a ter domínio sobre meus sentimentos foi um dos grandes aprendizados neste ano. Estou numa fase de redescobrimento e construção, digamos que estou passando por uma reforma interior.

Mas foi há pouco mais de 3 semanas que em apenas 24 horas obtive a maior lição de todas, a vida me pregou uma peça daquelas e até ter certeza de qual caminho as coisas iram tomar vi a minha vida de cabeça pra baixo. Queria poder contar em detalhes essa história, mas não posso, isso envolve outras pessoas que não podem ser expostas aqui, nem mesmo com outros nomes, pois algumas delas nem ao menos desconfiam desta história, mas se sentiriam totalmente ligadas a ela.

O importante é o que fica, o ensinamento. É sobre isso que quero falar, sobre como certos acontecimentos nos pegam de surpresa, sem qualquer aviso ou sinal e nos fazem refletir sobre o sentido da vida.

Minha amiga Scarlet acha que o amor é o sentido da vida, não deixo de concordar, mas acredito que o aprendizado diário é que nos leva ao amor e o amor ao estado de felicidade. Importante lembrar que nem sempre isso ocorre a curto prazo.

O maior obstáculo é o próprio desamor, os freios que nos impedem de ser feliz. São eles: orgulho, vaidade, egoísmo, medo (falta de fé), negativismo, pessimismo... etc.

Perdas, feridas, conquistas, sonhos que não se realizam, são tantas experiências que vivemos todos os dias e para quê?
Tenho minhas convicções filosóficas que me ajudam e dão sentido à parte superior de tudo isso, em acreditar em Deus e sua justiça, por exemplo, mas não vou defender esse ponto de vista aqui, pois cada um tem sua forma de crer e usar sua razão para isso.

Por mais que as pessoas fujam desta máxima é impossível, pois existem coisas que fogem do nosso controle e a minha experiência de semanas atrás veio me mostrar exatamente isso.

Sempre criei critérios para as coisas da vida, procuro ser comedida, racional e prudente. Sabe quando me imaginei passando por situação semelhante? Nunca! Tomei uma rasteira e aprendi que não existe o “nunca” e que muitas pessoas erram conscientes ou não, no meu caso fiz tudo certo e poderia ter dado tudo errado.

Nunca aconteceu de todas as minhas deficiências morais ficarem tão latentes e evidentes quanto a situação com a qual me deparei. Nunca me senti tão frágil. Durante 24 horas vivenciei uma possível realidade que me impôs calma, prudência, desprendimento e humildade. Minha arrogância seria o grande tapa na cara que a vida me daria, a coragem o grande combustível e a vaidade seria atropelada por um trator. Não foi necessário passar por tudo isso.

No fundo eu sabia que aquele era o meu momento, um momento de superação, de descoberta, face a face com o obstáculo, mais ninguém. Desliguei até mesmo o telefone para não correr o risco de ligar e pedir ajuda, foi a melhor coisa que fiz.

Lição da vida: me descobrir em situações como esta. Se não tivesse essa experiência continuaria pensando como antes, teria a mesma opinião limitada de tempos atrás. A tensão, que por horas foram torturantes, veio depois em forma de alívio, lágrimas e aprendizado. O vazio que ficou se transformou em terreno fértil, pelo menos este tem sido meu sentimento desde então.

Não sou outra pessoa depois disso, mas muitas coisas mudaram dentro de mim. Estou mais otimista, mais tranqüila, mais decidida, com um olhar menos rigoroso e isso é algo bom e o bom é contrário ao desamor.

Não acredito que precisamos sofrer para aprender, pelo contrário, viver coisas boas nos ensinam a valorizar e querer cada vez mais o “bom”. E se precisamos enfrentar os problemas, o otimismo ajuda a encontrar de forma mais fácil as soluções. Alimentar o pessimismo é aceitar a derrota.

Apesar do mundo impor certos “modos de vida”, ou seja, de ser e ter, aprendi que tentar fazer parte deste padrão é o primeiro passo para a infelicidade. Tudo se torna mais fácil quando valorizamos o que somos e o que temos, respeitando e valorizando aqueles que nos cercam.

Então, nessa imensa escola que é o mundo, viver é experimentar, testar e aprender. No bom e no ruim sempre existe aprendizado e o resultado sempre traz algo de positivo.

Luciana J.