segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Triste como os dias de chuva...

Acho que vou rir para não chorar. É cômico. Quem diria que depois de 2 meses sem escrever iria voltar para falar de algo totalmente contrário ao último post.


É engraçado. Quando começamos a namorar tudo é festa, descobertas, alegrias e quando terminamos fica esse vazio sem fim.


Adivinharam né? Pois é, chegou ao fim mais um dos meus poucos relacionamentos. Está super recente, foi agorinha mesmo dia 9 de janeiro... isso dia 9... o mesmo dia do fim do meu “outro” relacionamento. Vou morrer de medo desse dia daqui pra frente... rsrsrs


É muito cedo para pensar em outras teorias que colocarei em prática nos meus próximos relacionamentos, mas muitas outras estou podendo colocar em prática e ter constatado a veracidade das minhas idéias.


Estou relendo meu post “Tirem este sentimento de mim” para evitar ao máximo os micos que posso cometer daqui pra frente, mas de certa forma estou orgulhosa do meu comportamento desde então. Pelo menos no balanço que fiz até agora creio que estou fazendo a lição de casa direitinho.


Quando a gente sofre uma decepção amorosa nunca pensa em passar por tudo novamente, mas se a vida nos impõe tal exercício não há como fugir. É parar e encarar.


Nem tudo é tristeza. Toda história tem seu começo, meio e fim. Houveram momentos de felicidade, alguns de tristeza, outros de dúvida, mas o mais importante é que houveram várias experiências novas e que valem a pena serem documentadas aqui.


Umas das lembranças mais legais que guardarei é de nosso primeiro encontro. Mesmo com tanto tempo de convivência havia um abismo entre nós. Não acreditei quando recebi tal ligação me convidando pra sair, mas foi uma festa seguida de medo. O que fazer? O que dizer? Como me comportar? Em se tratando dele eu nunca sabia como agir. Até acertei uma flecha no centro do alvo este dia, nunca mais conseguirei tal proeza. E que dificuldade pra sair esse primeiro beijo tão desejado.


Teve a minha primeira aparição pública em família com direito a vestido longo e tudo. Foi um dia muito especial, nunca tinha vivido esta experiência. É maravilhosa a sensação de ter alguém segurando a sua mão ao entrar no salão e um par para dançar a noite toda. Foi um dia perfeito.


O que falar das poucas, mas deliciosas viagens que fiz para Cruzeiro. Conheci pessoas inesquecíveis e lugares surpreendentes com belezas naturais sem iguais para um lugarzinho escondido perto da divisa com o Rio de Janeiro. O que falar da recepção da família dele, do carinho que sempre recebi nos dias que lá passei. Ganhei de presente até bolo de aniversário e que bolo, o de sabor mais marcante que me lembro até hoje. Não foi a toa que pedi a receita e iniciei as minhas primeiras atividades de doceira.


Também tive o gosto de acompanhar minha mãe me ver namorando. Pela primeira vez trouxe um namorado em casa e foi uma festa vê-la querer encher de mimos o novo projeto de genro. Também tive que vê-la chorar porque não teve tempo de dar um abraço de despedida, como ela disse “já gostava dele como um filho”, mas tem compensado me abraçando nestes dias difíceis e tem sido uma prova maior do seu amor por mim.


Escutei músicas diferentes e gostei. Assisti StarWars! Uma pena que não deu tempo de terminar de ver toda a série e também O Senhor dos Anéis que seria a série seguinte... rs. Bati o recorde de dormir e acordei um dia às 11 da manhã. Quem me conhece consegue acreditar nisso? Comi a comidinha dele, mesmo simples foi bom viver essa experiência. Amanheci pela primeira vez ao lado de alguém, experimentei novos carinhos e fiz muitos carinhos também. Novos sentidos, novas texturas, novos cheiros. Voltei a ser adolescente e fui adulta também.


Já sinto e sentirei muitas saudades de tudo e de todos. Acho que mora aí a grande dificuldade de terminar um relacionamento, tudo que você deixará de fazer, pessoas que dificilmente voltará a ver e o que dizer do sentimento que fica de herança? Eu nem quero pensar nisso... não neste momento.


A única triste lembrança que tenho são das lacunas que ficaram no meio destas experiências maravilhosas. A lembrança dos vários momentos que me senti só estando com alguém. Das lágrimas que derramei.


Justamente por não poder preencher de forma espontânea esses espaços é que ele se foi, pois compreendo que não damos aquilo que não temos e falando de sentimentos é algo inerente da nossa vontade, é algo que acontece sem qualquer explicação lógica.


Bom, hora de voltar pra rotina pacata da vida de solteira. Pra mim se relacionar com alguém é uma aventura que vale muito a pena viver e valeu muito enquanto durou.


No exercício de amar e deixar de amar vale cada experiência, eis aqui mais uma que se encerra e que deixará muitas saudades.


“Não será mais tão presente ma minha mente, mas estará sempre no meu coração”


PS: Ahhh... ia me esquecendo... vou morrer de saudade daquele safado do Dippy, coisa mais fofa e querida.


Luciana J.

3 comentários:

  1. OI Lu...que lindo tudo o q vc escreveu!!! Saiba que vc já mora em nossos corações!!!
    E se pensa q vai se livrar de nós tão facilmente...está redondamente enganada!! Vc ainda virá à Cruzeiro diversas vezes para nos visitar.... e eu irei para Sampa...para fazermos aquelas comprinhas...esqueceu? hehheeh!!!
    O que posso dizer é q me sinto triste com o fim dessa história!!!
    Força...fé e coragem!! Conte comigo!!
    Sua eterna CUnhadinha..Fabi...hehhehehh!!
    bjs

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  2. Fabi, desculpe estar comentando apenas hoje suas palavras, não tinha visto seu comentário.
    Obrigado pelo seu carinho e apoio. Saiba que não me esquecerei disso...
    Tudo que conversamos continua em pé!
    E realmente vou precisar de muita força, fé e coragem pq está sendo muito difícil... reza por mim...
    Um grande beijo!
    Luciana J.

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  3. Laurinha,

    Casca grossa, cabeça dura.
    Elementos que sempre escondem um coração de manteiga, obviamente.
    Nunca há o que dizer. Eu sempre me calo.
    Mais certo evitar a dor, jogar fora, arrumar um jeito certo que incomode menos: dores são inevitáveis. Aprendizados essenciais.

    Solidão é estado de espírito. Acontece quando desistimos de fazer companhia a nós mesmos.
    Depois de um tempo, aprendemos que somos sim boa companhia.
    Aprendemos que a única “moeda” que realmente tem valor na vida são as pessoas. E não se pode guardar as pessoas num cofre: pessoas são livres. Logo, nosso imenso tesouro está guardado no coração.

    Sei como se sente ao ver o fim de um sonho “em comum”, o fim de uma história de dois, o fim de uma união.
    Todo mundo sempre diz nessas ocasiões que a gente deve abrir o coração para novos amores, novos tipos de amores.
    Aí a gente se pergunta: Como abrir um coração quebrado, partido para um outro alguém?
    A resposta é simples: Um pão ao meio ainda é pão.
    Não pense que ao dizer “abrir o coração” estão se referindo a um novo amor, um novo namorado.
    Certos amores mais simples curam. Amor dos familiares, dos amigos, de crianças, de animais.
    E abrir o coração tem mais a ver com RECEBER amor do que qualquer tipo de sacrifício para amar.
    E devemos lembrar sempre que amar é verbo, né?
    É Conjugável, é ação.
    Não acontece simplesmente AMAR!
    Amar é com o tempo, com a convivência, com atitudes.
    Amor é sentimento, é movimento, deve sempre circular e deve sempre existir: para mim, amor e oxigênio são sinônimos.
    Todas as coisas que você já ouviu vão ajudar muito a superar. Mas você só vai perceber que ajudaram quando superar.
    Um ser ficticio que eu amo como se existisse, diz que a gente sempre se consola.
    Mesmo quando acha que nunca vai consolar, que nunca vai curar.
    Sempre cura. Você sabe disso.

    Isso é tudo que tenho a dizer.
    Dê a si mesma o direito ao luto, ao mimo, a viver por uns momentos a tristeza de ver o fim de um sonho: frutração é uma palavra que a gente sempre esquece... E está presente agora. Eu sei bem.
    Em seguida, dê as pessoas a chance de mostrar que se importam, deixe-se levar, receba o carinho.
    Você vai voltar a sorrir quando as coisas de fato forem engraçadas: Não apresse a cura. Mas também não a retarde: Sofrimento na medida certa. Mais do isso é imaturidade.


    Força na peruca ai! Fé em Deus.
    Conte sempre comigo.


    Aline Bridget

    Obs: Antes de pensar que eu sou péssimo exemplo, lembre-se do que disse acima sobre “achar a forma menos incomoda para lidar com a situação”.
    A minha forma menos incomoda, a que faz com que doa menos em mim, é a que eu vivo.
    É escolha minha.

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